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Palavra do Presidente
Uma cultura não pode ser
vista apenas pelo lado quantitativo, estatístico das pesquisas que estão
dentro dos computadores, das pessoas que manipulam as vidas escolares em
todo o planeta. Via de regra, tais homens e mulheres querem ver produção...
Quantos alunos saíram de uma série para outra sem se importar com o aspecto
cognitivo, moral, ético e social dos mesmos. Uma cultura como a nossa pode
ser medida através de seus fatos históricos. Há mais de 30 anos verificamos
com pesar o empobrecimento intelectual de jovens, a falta de estímulo
profissional de professores que vão se 'acostumando' ao 'não posso fazer
nada contra o sistema...'.
Em marketing, estudiosos usam o termo
'acostumar ', para observar o momento em que o impacto de uma propaganda
(imagem, som ou texto), deixou de atuar em nosso pensamento , e é realizado
um trabalho para que o interesse volte. É exatamente isso que estamos
fazendo... apagando aos poucos, 30 anos da cultura do 'não pensar ', 'do
acostumar', 'do mais fácil'. Pensar é a razão do homem virtual, real e
humano. Não basta ensinar aos alunos, como vem sendo feito nos últimos 30
anos, é preciso ensinar a pensar, a sentir, a aprender a aprender. É preciso
reaver os valores humanos desaprendidos, para que realmente possamos
alcançar a evolução humana. A tradição nós a queremos, mas é pouco, queremos
mais, queremos lideres, nossa nação tem carência de lideres e nós não os
temos. Formá-lo-emos então. Precisamos que esses futuros lideres entendam
que pessoas não são 'recursos humanos', e que são a parte mais importante de
uma Nação ou de uma empresa onde devem ser vistas como capital intelectual .
Gilberto *Dimeinstein, em uma palestra,
afirmou em um determinado momento que os empresários precisam se
conscientizar da importância do ensino continuado, do aprimoramento técnico,
do saber e do pensar, e citando um ditado judeu, concluiu. 'Se você acredita
que a cultura custa caro, aposte na ignorância, e verá que ela é ainda mais
cara' Nossa tarefa não será terminada em um semestre, tão pouco num ano. O
que estamos fazendo extrapola em termos de tempo, pois pensamos na qualidade
de ensino constante, de alunos, de professores, para que a sociedade, a
nação, possa voltar a ser enriquecida com profissionais probos, virtuosos,
competentes, éticos de quem possamos ter orgulho de ser conterrâneos.
Ensino de qualidade não
custa mais caro, nem deve ser visto somente pelo lado quantitativo de
informações, mas também quanto ao aspecto qualitativo da formação humana e
social proposta. Este será o diferencial para o futuro profissional de
sucesso.
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 Mauro Guilherme de Almeida
Righi
Diretor-Presidente IESA/FACCAA |
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